O curso de extensão "Vozes do Quilombo: a oralidade que semeia memórias" é uma realização do Instituto Federal de São Paulo - campus Campos do Jordão e da Associação dos Moradores e Artesãos do bairro do Quilombo, em São Bento do Sapucaí/SP, por meio do Programa Nego Bispo – uma iniciativa estratégica da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (SECADI/MEC), em parceria com o Instituto Federal da Bahia (IFBA) – que visa valorizar e integrar os saberes tradicionais afro-brasileiros, indígenas e quilombolas na formação docente inicial e continuada, contribuindo para uma educação pública mais equitativa, diversa e inclusiva.
O curso está pautado no eixo dos “Saberes Tradicionais Quilombolas”, bem como o subeixo “Memórias e Oralidade” e oferece orientações que possibilitam uma formação autocrítica menos racista, sexista e classista. Tem por objetivo promover uma formação que reconheça e valorize a oralidade dos/as moradores/as do bairro Quilombo como memória viva de saberes tradicionais quilombolas que possibilitam o pluralismo de ideias, de concepções pedagógicas e epistemológicas voltados para uma formação humana, crítica, diversa e inclusiva.
A proposta é divulgar memórias enquanto narrativas próprias e de si e dos modos de vida quilombola, como forma de assumir o lugar da autoria, seja da autonomia do pensamento e/ou da ação em comunidades, para nos situar no mundo. As memórias dos saberes tradicionais quilombolas têm a potencialidade de operar um saber comunitário que, ao mesmo tempo, se assenta individualmente mas, também, coletivamente ao reconhecer a ancestralidade como o elo entre o passado, o presente e o futuro dentro de uma perspectiva contracolonial. A ancestralidade não é apenas uma relação que se estabelece com os ancestrais. Ela é, sobretudo, uma lógica de continuidade que confere sentido e dá forma à memória.
A realização do curso é necessária como ação prática e princípio que:
a) reconhece as formas de exclusão como experiências que impactam o desenrolar da subjetividade, ou seja, influenciam os modos como nos vemos e lidamos com nossas heranças;
b) opõe a violências de opressão como o racismo e o sexismo, o que significa reconhecer a capacidade do curso de agir em prol do ser humano, seja individual ou coletivamente;
c) contribui para o cumprimento da Lei de Diretrizes e Bases da Educação- LDB, por meio das Leis 10.639/03 e 11.645/08, que tornaram obrigatório o Ensino da História e Cultura Afro-brasileira, Africana e Indígena na Educação, bem como a consolidação das Diretrizes Nacionais Curriculares de Educação Escolar Quilombola — Resolução n° 08, de 20 de novembro de 2012 — e a implementação da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (PNEERQ), a que se refere a Portaria n° 470, de 24 de maio de 2024, do Ministério da Educação.
Este site reúne registros audiovisuais de mestres, mestras, práticas culturais e espacos de memória do Bairro do Quilombo, em São Bento do Sapucaí, como parte do curso de extensão Vozes do Quilombo: a oralidade que semeia memórias.
Conheça a equipe da Coordenadoria do Curso:
Benedito da Silva Santos (Sr. Ditinho Joana) – Mestre de Saber Tradicional
Lucilene Alencar das Dores – Coordenadora e proponente do curso
Fernanda Costa Prado Ferreira – Colaboradora Pedagógica
Luciana Esther da Silva Felix – Colaboradora Técnica
Maria Alexandra Silva Santos – Colaboradora Pedagógica
Priscili Silva de Moura – Colaboradora Pedagógica
Poliana Ferreira dos Santos – Colaboradora Técnica
Raquel Givandi de Lima – Colaboradora Pedagógica
Silvana Braga da Silva (Vaninha) – Colaboradora Pedagógica
Contatos:
lucilene.alencar@ifsp.edu.br
cex.cjo@ifsp.edu.br